"Somos anjos duma asa só e só podemos voar quando nos abraçamos uns aos outros."

Pensamento de Fernando Pessoa deixado para todos os que estão na lista abaixo e àqueles que passam sem deixar rasto. Seguimos juntos!

OS AMIGOS

sábado, 16 de fevereiro de 2013

OLHAR SOBRE A VIDA


Presentemente
Despida do presente
Sem me debruçar no futuro
Suspendi as lembranças
Para me defender…
Um dia…Um dia hei-de lá voltar
Quando não me fizerem doer…
Entretanto …
Busco forças num olhar que não me reconhece
Mas que se abre num sorriso.
E enquanto as minhas mãos
Repetem gestos de cansaço
O meu coração é como um vulcão
Prestes a eclodir…
Não sei mais quem sou
Se "filha" ou mãe…
Inverteram-se os papéis.
Para ti
Sou apenas alguém que se abeira do teu leito
Que te cuida e te abraça
Enquanto abafa no peito todo este sentir
Mas que inventa mil e uma chalaça
Para se “alimentar” do que te faz sorrir…

Dulce Gomes

sábado, 19 de janeiro de 2013

MARESIA



Hoje o mar não dança
Com brandos sapatinhos de espuma…
Contorce-se por entre novelos cinzentos
Num rugido de gemidos trazidos como lamentos…
Cheira a sal, a maresia…
E para lá do trepidar da janela
O mundo passa veloz.
Correm e choram as nuvens
Vergam-se os galhos
E até o sol parece rendido
À mesma dimensão
Que me silencia a voz…
Arrepia…
Ó dialecto desnorteado
Onde norteio o meu pensar…
Como se amolga e mirra a minha alma
Diante da grandeza da natureza
Da força do seu pulsar...

Dulce Gomes

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O ACORDAR...




O acordar foi sem pressa…Os símbolos de Natal por desmontar e a desordem da casa chamam-me à realidade ao mesmo tempo que a mente se ordena tentando preencher o vazio interior.
Dormentes, os meus passos conduzem o meu resto até à janela onde – por rotina – todos os dias contemplo e oxigeno a minha alma. Apercebi-me pela nostalgia sentida que não cumpri este gesto durante os últimos dias.
O estandarte do menino Jesus e as luzes ainda resistem presos às paredes como se ainda fosse Natal…

Debruçada olhei o mar, a mesma brisa e o mesmo cheiro, tudo igual; olhei o céu, o mesmo azul, tudo igual; as cores da manhã tal como o sol a despontar, tudo igual…
Não fora só hoje me ter apercebido que já não é Natal…
Passam por mim momentos, rostos, expressões, palavras e gestos…passam por mim emoções, afectos; e entre uma lágrima esboço um sorriso, a vida chama por mim, viver é preciso.
Nada vai ser igual. O hoje é aprendizagem, recomeço, reconhecendo o quanto nestes dias cresci. E porque vivo neste espaço onde ainda permaneço, guardo cá dentro o que por ser impossível não esqueço: o teu sorriso e a paz sentida quando me despedi…

Dulce Gomes

(Sei que estás em paz minha amiga)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

FELIZ ANO NOVO




Sem balanços, mas balançada para o ano que aí vem, não vou olhar para trás nem ser saudosista.
A vida é bela!
Pouco importa se caí, se me levantei; se ri e chorei; se me perdi e me encontrei...
Porque entre o pico e o chão, existem lutas, derrotas, conquistas…
Por mais que entardeça na espera, amanheço sempre na esperança

E acredito que nem que seja por um segundo
É possível mudar um bocadinho o mundo
Mais não seja dos que estão à nossa volta
À distância duma mão

A todos os seguidores e amigos deste cantinho

UM FELIZ ANO DE 2013

Dulce Gomes

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

HÁ EM TI...





Há em Ti um sol poente
Um rio que nasce e corre até mim
E minh`alma sedenta
Enlaça a Tua corrente
Na ânsia de ser foz, margem ou nascente
Tudo o que quiseres ser em mim...

Dulce Gomes

sábado, 22 de dezembro de 2012

UM SANTO NATAL





Sem inspiração nem vontade de a procurar
A minha mente
é um rasto de pegadas desarrumadas
que teimo em perfilar…
À semelhança de outros Natais
O tempo – de mim – não se compadeceu.
Voou e expirou na espera da inspiração
que não chegou...
Restam-me palavras simples e banais;
Gastas e batidas
Onde poiso os meus dedos adormecidos
Pelas incongruências da vida.
Que me atordoam ao ponto de me cortar a inspiração
Mas nunca a vontade
De querer viver um Natal de verdade
Com Jesus no coração

A todos os amigos 
SANTO NATAL

Dulce Gomes

sábado, 15 de dezembro de 2012

TRANSPARÊNCIAS


Da varanda do meu olhar
Toco um pedaço de céu
Que de cinza se pintou
Retoco o silêncio, num arrepio...
E na transparência deste sentir
(Num deslize suave e leve)
Caem gotas como neve
Inundando o espaço vazio
Cingindo o meu "tudo" num doce convergir...

Dulce Gomes

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

PROPAGAR A PALAVRA NO ADVENTO

De mãos dadas na propagação da Palavra



"O que quiserdes que os outros vos façam, fazei-lhes vós também."
Mateus 5, 30

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

ADVENTO. VAMOS CAMINHAR?



Uma ideia/sugestão da nossa amiga Utilia:




Palavras da Utilia


Meus queridos amigos(as) companheiros de caminhada “DE MÃOS DADAS NA CAMINHADA”:
Estamos no Advento, e há uns anos que Jesus pela PALAVRA e pela HERANÇA que nos deixou nos convida a partilharmos algo em conjunto. Gostamos de caminhar juntos(as) somos de vários cantos de Portugal e doutros países, mas temos algo em comum: O Amor de Deus.
E neste Amor que temos às palavras da PALAVRA quero fazer um convite muito especial a todos: que, com a Diocese de Aveiro, em 11 DE DEZEMBRO 2012 cada um de vocês envia uma frase Bíblica, aquela que durante toda a vida lhe tocou mais o coração ou aquela que nesse dia lhe parecer mais adequada, a um familiar, a um amigo, ou a um blog amigo, ou a um amigo no facebook, ou por mail, ou mesmo de boca.
Não se esqueça de mencionar o capítulo e o versículo da Bíblia em que se encontra a citação.


E então, vamos lá? É já na próxima terça-feira...

sábado, 1 de dezembro de 2012

NOVO AMANHECER



Tal como o sol, também nós temos que nos erguer todos os dias. Então que nos levantemos brilhando:)

Um bom fim de semana deixando entrar a Luz do Advento





NOVO AMANHECER…
Dissipam-se as vestes da noite
Que por tantos dias me revesti
Restam as sombras que num açoite
Deixam a nu as penas com que me cobri

Com o romper da nova aurora
Rasgos de luz riscam o infinito
Adormeceu a lua, que sem demora
Levou  em silêncio o som do meu grito

Ó dor que dói, sem  que  a veja
Pesar que mói onde quer que esteja
Divagando  entre a lucidez e a ilusão

Mas já lá vem um novo amanhecer
Tecendo na alma um entrelaço de saber
Apagando os porquês de cada questão

Dulce Gomes

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

DORMÊNCIA...






Hoje rasgo o véu da dormência e acordo o que embalei num sono – à força – dentro de mim.
De repente amordacei a dependência da escrita porque as palavras caídas nas minhas mãos traziam uma carga demasiada intensa de sentimentos que optei por não partilhar. Mas escrever é o alimento da minha alma e o sopro que a faz respirar, e neste momento sinto-a anémica e sem oxigénio. Conheço-lhe os sinais…
As razões que me levaram ao silêncio mantêm-se as mesmas e iguais, quem mudou fui eu.

Às vezes a vida chama-nos e exige-nos uma resposta afirmativa com tudo o que somos e temos e, embora o nosso coração se atordoe e mirre pelo receio de não atingir as expectativas criadas, não há como rejeitar o que nos cai nas mãos.
Mas são nestes momentos que reconhecemos a elasticidade dum ser humano; a capacidade de nos distendermos para dar tudo sem reticências nem pontos de interrogação…

Na realidade a mudança acontece – e falo apenas por mim – quando se aceita, se abraça e se entrega com e por amor, a cruz que nos pesa.
Mas esta aceitação não tem nada de altruísta, por quanto a minha alma “luta” interiormente e se rende à evidência de pouco ser e nada saber; só mesmo esta certeza de que – ainda que as tribulações da vida me cerquem ao ponto de me silenciar – Jesus continua a encher-me da Sua Palavra que me vai fortalecendo os passos e apontando o rumo.
Hoje só reitero a frase que deu o mote ao começo de tudo: 
Só por Ti Jesus

Dulce Gomes

(A todos os amigos que passam por este meu degrau e acederam ao meu pedido de oração, o meu obrigada. A minha sogra continua acamada, e, contra tudo o que se esperaria, estabilizou o seu estado, graças a Deus. Este meu regresso à escrita, talvez passe por testemunhar alguns momentos desta travessia em que todos nós temos sentido a presença de Jesus no meio de nós...)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PEÇO ORAÇÃO



"Às vezes é preciso quebrar os elos que nos prendem às emoções...despejarmo-nos de nós..."

"Quebrar" parece ser a que mais se adequa ao meu estado de espírito. 
Quebro por falta de coragem, por cansaço, por tristeza; Quebro o que sinto para me reerguer...
Mas restauro as forças na certeza da presença de Deus em todos os momentos, principalmente os mais difíceis.

Meus amigos, a minha querida sogra está na recta final da passagem da sua vida terrena. Não tenho palavras para descrever o que sinto/sentimos e nem coragem ou vontade de o fazer, mas voltei ao meu degrau para vos pedir que rezem por ela. Para que o Senhor tenha misericórdia e que a nossa Mãe Santíssima a assista nos momentos derradeiros...

Obrigada e um dia voltarei...

Dulce Gomes

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

VAZIA...


Muitos dos meus "silêncios" foram partilhados neste espaço...
Neste momento a minha alma grita em silêncio, "silêncios" que não 
encaixam no meu doce e amado Degrau...
Por isso, vou fazer um interregno que durará o tempo que Deus quiser. Estar nas Suas mãos é o que mais quero.
Obrigada a todos os que se sentaram neste degrau e souberam interpretar as razões da minha escrita.
Deus vos abençoe * 



Até lá, vou transformando fraquezas em forças; lágrimas em sorrisos e pondo à prova a minha capacidade de inverter o sentido de marcha dos meus sentimentos que teimam em arrastar-me para um fosso onde eu não quero nem posso cair, porque embora tenha pouco para dar, sei que esse “pouco” é imprescindível para quem o recebe…

Dulce Gomes

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

COISAS DE OUTONO...



Tal como as árvores que se despem sem pudor
Ou as aves que mudam de veste sem se cobrir
Vou jogar fora as penas gastas já sem cor
Junto com a folhagem ressequida do meu sentir

E assim como um rio fluindo sem se deter
Nos obstáculos onde poderia pernoitar
Vou dizer ao Outono que pode chover
E se quiser leve o sol para lá do mar

Porque já dancei à chuva com um sorriso
Já me perdi entre tormentas e o paraíso
Ri como quem chora, gritei como quem emudece

Que importa se o Outono se veste de cinzento
Se me açoito como tintas ao sabor do vento
E me pinto e revisto dos tons que mais me apetece



Dulce Gomes