"Somos anjos duma asa só e só podemos voar quando nos abraçamos uns aos outros."

Pensamento de Fernando Pessoa deixado para todos os que estão na lista abaixo e àqueles que passam sem deixar rasto. Seguimos juntos!

OS AMIGOS

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quinta-feira, 21 de março de 2013

INQUIETAÇÕES






Fruto dum trabalho na catequese “Sínodo Diocesano” somos instigados enquanto grupo a responder a questões com o objectivo de, depois duma posterior recolha e cruzamento de dados, a igreja equacionar a melhor forma de se servir a Deus.
 Nesta experiência nova para mim, de ser voz activa enquanto pedra viva da Igreja, trago para casa muita matéria para reflectir com Deus.
Sinto-me perdida ao tentar achar um fio que me ligue à incursão mais ou menos aprofundada de temas como a Hierarquia da Igreja, cartas encíclicas, teor dos concílios…
Reconhecendo toda a importância destas linhas que nos regem, esbarro na minha pouca vontade de opinar sobre temas tão complexos e quebro os silêncios pesados do grupo para denunciar pontos fracos e pertinentes das carências que sinalizo na minha experiência pratica enquanto cristã “fora” das quatro paredes da Instituição Igreja.
Recolho e acolho os desabafos daqueles que privados de se deslocar à Igreja, vêm a sua fé ressecar de sede por falta da Palavra e dos Sacramentos que necessitam, e transporto para estas sessões aquilo que me inquieta. Volto para casa de coração pesado (pela dificuldade de me integrar nesta parte menos pratica) e ansiosa por estar de novo na simplicidade da minha oração com Jesus, onde as palavras não precisam ser peneiradas e não existem protocolos para respeitar nem barreiras para derrubar.

A opinião geral que mais me custa ouvir dos menos frequentadores da Igreja de Cristo, é a de que grande parte dos católicos são seres snobes, distantes, pouco dispostos a estender a mão de forma espontânea. É aqui mesmo que me detenho. Curvo-me até estar de frente com as razões com que fundamentam esta afirmação.
E olhando apenas para mim, se por um lado me é difícil dissociar de alguns pontos de vista, por outro enquanto católica praticante reconheço que não há caminho para Deus sem um encontro com Ele.
Mas há tanto para fazer de mangas arregaçadas que o que sinto que Deus tem para mim é ir e servir com tudo o que sou através do imenso amor que Ele implanta no meu coração.
Mas dou graças a Deus pelo chamamento que faz a cada um conforme as suas aptidões, “aproveitando” assim toda a mão-de-obra nos diversos ministérios, pois só assim nos completamos como membros dum só corpo.

Dulce Gomes