domingo, 7 de Fevereiro de 2010

NA CORDA BAMBA

Quem não gostaria de saber de antemão qual a decisão mais correcta a tomar perante as indecisões? Todos nós! Eu incluída. Não me considero corajosa nem tampouco arrojada nos pensamentos e atitudes, no entanto, como todos, sou obrigada a tomar decisões das quais à priori não sei quais as consequências. E se é verdade que as recebo como uma progressão nesta escalada/vida, não é menos verdade que por vezes ela se faz de lágrimas e dor, de recuos e investidas, poderei mesmo dizer que continuo com “dores de crescimento”.
Cada passada dada é recheada de lutas e dispêndio de energia, quer pelo passo em si, quer pela reacção que suscita. As consequências levam-me a ficar suspensa como se estivesse numa corda bamba e na eminência de cair, então paro, readquiro a firmeza e prossigo.
Mas prevalece uma certeza, ainda que os meus passos sejam vacilantes, cheios de erros e o meu coração nem sempre me fale sem interferências, ainda que na corda bamba, sei que tenho uma rede que me ampara se eu desequilibrar ou cair: JESUS!
Jesus é a minha rede. Aquela, que por ter malhas apertadas serve de escudo protector, atenua as minhas quedas mas também filtra e depura todos os meus passos, não deixando passar sem correcção os meus erros ao mesmo tempo que invade o meu coração de alegria depois dum passo correcto.
Hoje revejo principalmente os errados e são tantos que senti como minhas as palavras de Simão quando caiu aos pés de Jesus, dizendo: «Afasta-te de mim, Senhor, porque eu sou pecador!»
Hoje sinto-me caída aos pés de Jesus, peço-Lhe perdão pelos passos errados mas também por aqueles que não dei. Peço-Lhe perdão pelas vezes em que deixei que o medo vencesse a minha/Sua vontade e também por aquelas em que deixei que o comodismo me travasse. Peço-Lhe perdão, pelo abraço que ficou retido na intenção, pela palavra que não se soltou e por aquela que deveria ter guardado. Peço-Lhe perdão acima de tudo, porque nem sempre consigo deixar a minha barca na praia para segui-Lo, como fez Simão.
Mas hoje e apesar de caída, solto lágrimas de alegria, porque se Jesus me tocou desta forma é porque está vivo e activo no meu coração, dizendo como disse a Simão: “Não temais

Dulce

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

APENAS UM SORRISO

Entrar, ajoelhar ou simplesmente ficar imóvel no banco da minha igreja ainda que nada diga, é uma necessidade para mim. É como se recebesse um afago e vou ficando como um passarinho que chega ao ninho e se aconchega debaixo das asas dos seus progenitores e fica ali só saboreando a sua protecção. Curiosamente, apesar de só, não estou sozinha.
Outras, apesar da igreja estar repleta de gente, sinto falta de calor humano. Falta a interacção entre irmãos, a entreajuda, a mão que não se estende na hora do Pai-Nosso, sobra a vénia imposta como regra em substituição do abraço da paz, ou apenas um sorriso aberto. 
E se não salvaguardasse o que descrevi atrás, mais o facto de Deus me rodear de pessoas de muita fé e com as quais eu sigo ao compasso numa caminhada sólida, onde umas vezes puxo e outras sou puxada, certamente faria esta pergunta: que faço aqui? Onde as pessoas se atropelam em busca de protagonismo, onde não se encontra uma palavra de apoio, onde esbarro em regras que me prendem os movimentos/sentimentos e onde por muita boa vontade que tenha em entender, nem sempre consigo arranjar atenuantes para as atitudes e palavras duras que doem de injustas.
Desencanto! Talvez seja esta a palavra certa.
O que me confortou hoje? Um sorriso dum amigo de longa data que encontrei em mais uma das minhas visitas ao lar. Ao passar pelo corredor, ouvi chamar: menina...Olhei para o lado, numa cadeira de rodas estava um idoso sorrindo. Perante aquele sorriso esbocei um também tentando descobrir quem era, até que o reconheci. Trabalhámos juntos. Na altura eu era uma adolescente no meu primeiro trabalho, ele uma pessoa bem mais velha com uma capacidade de trabalho tão grande como o seu coração e com uma simplicidade que continua bem patente no seu olhar. Ficámos ali recordando e falando de tudo um pouco, escutei as suas tristezas, vi os seus olhos rasarem e despediu-se da mesma forma com que me chamou, com um sorriso.
Foi o meu ganho de hoje. Obrigado Senhor!
É deste calor humano que falo...

Dulce

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

ESTRELA-DO-MAR

Esta é mais uma história do meu
"Almirante das Histórias"



A idade já pesava um pouco embora os seus passos apressados não a denunciassem.
Naquele dia, tal como acontecia quando os ventos sopravam de feição e o mar repicava a seu jeito, pegava numa cana de pesca e vigorosamente caminhava em direcção ao seu mar. Ia aos sargos. Essa, era uma pesca que requeria da sua parte a escolha da cana apropriada para o efeito. Tinha que ser grande mas ao mesmo tempo robusta, para aguentar com as investidas de força desse tipo de peixe.Experimentado, tinha em casa várias canas escolhidas e apanhadas por ele  nas caniçadas da terra, que conhecia como as palmas das suas mãos.
Mas aquele dia iria ser especial.
Como sempre fez-se ao caminho como se estivesse atrasado, ao ombro a dita cana, na cabeça, o seu típico boné e na boca o seu amado cigarro que custou a deixar. Ao chegar às pedras levantou-as uma por uma para apanhar as minhocas que serviriam de isco. Como todo o bom pescador tinha no bolso das calças um canivete, que pela estima que lhe tinha jamais se separava dele. Havia-lhe sido ofertado pelo primeiro genro, o Ivo, genro esse que Deus já havia chamado para a sua companhia. Não só por isso mas também, tinha uma afeição muito grande por aquele objecto.
Começou a pescar e depressa se entusiasmou aviando o seu balde de peixe em pouco tempo, mas de repente a cana balançou de novo e pelo arco que descrevia anunciava peixe graúdo. Quando isso acontecia a perícia era fundamental, pois não queria partir a cana, mas muito menos queria deixar o seu peixe fugir. Encetou uma luta durante alguns minutos conseguindo finalmente trazer o peixe para cima das pedras. Contente, preparava o seu regresso. Mas eis que, quando numa volta inexplicável a sua faquinha aquela que ele tanto adorava, rolou pelas pedras e caiu ao mar. Impotente, viu-a afundar sem nada poder fazer. Desolado, chegou a casa muito triste, a mulher ao olhá-lo tentava perceber o porquê daquele semblante carregado, pois não condizia de forma alguma com a pescaria que trazia no balde. Até que ele lhe contou que havia ficado sem a sua faca, logo aquela que o seu querido genro lhe tinha dado e que tanto gostava. O seu ar pesaroso dava azo a que numa tentativa para o animar, as filhas dissessem que lhe compravam outra, mas todos se renderam: não iria ser a mesma coisa!
O tempo passou e ele continuou as suas pescarias, inevitavelmente quando voltava ao mesmo pesqueiro lembrava a faca perdida.
Tinha passado mais dum mês e lá estava ele de novo no mesmo sítio.  
Depois da rotina que antecedia o início da pesca, começou-a. Decorrido pouco tempo sentiu que a cana arqueava, num pulo pôs-se de pé para proceder às regras que sabia de cor para não perder o seu peixe. Só que, quando o que pescara ficou à sua frente, as pernas tremeram… os seus olhos não queriam acreditar no que viam e por momentos julgou tratar-se duma visão. Bem preso à sua cana, agarrada ao isco vinha uma estrela-do-mar que por sua vez carregava nas suas potentes ventosas, a sua faca. Por momentos ficou sem fala e preso de movimentos. Só depois e apesar de trémulo jogou quase a medo as suas rudes mãos àquele bem tão precioso, que ele julgava perdido para sempre. Passados uns minutos, já refeito do insólito acontecimento, olhou-a com uma alegria indescritível guardando-a cuidadosamente dentro do seu bolso. Os seus olhos pequeninos olharam a estrela-do-mar que contra a corrente de tudo o que é explicável, lhe havia trazido de volta aquela relíquia. Pondo um olhar carregado de meiguice, agarrou-a com suavidade e restituiu-a ao mar fitando o seu desaparecer como que a dizer-lhe, obrigado…
Regressou feliz carregando aquele tesouro que ainda hoje conserva como uma preciosidade.


(Esta é uma história verídica que se passou com o meu pai, que por ter contornos tão insólitos parece ter sido arrancada duma imaginação fértil)



quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

SABER ESCUTAR





Pouco importa o que me levou a falar sobre este tema, importa sim a reflexão que venho fazendo sobre ele.
Vivemos numa sociedade de olhos postos no relógio, sempre lutando contra as horas para honrar compromissos. Estamos correndo cada vez mais o risco, de nos tornarmos egoístas e amantes do próprio umbigo. O tempo não sobra e o leque de preocupações é centrado apenas nos que amamos e pouco mais.
E os outros? Aqueles que pelas circunstâncias da vida se sentem sós, incompreendidos e sem uma palavra de estímulo? Quem os escuta? Quem é capaz de dispor de uns minutos do seu tempo para escutar? E o que é isto de “escutar”?
Sei que todos estarão pensando, escutar é ouvir. Pois é! Mas não só! Para se escutar verdadeiramente, tem que haver uma entrega ao problema do irmão que nos fala e tentar entender a dimensão do mesmo aos seus olhos e o quanto isso o faz sofrer. Se a pessoa não está bem ou não está conseguindo lidar com o que lhe dói, amplifica-os, sofre com isso e não tem culpa. Podemos até chegar à conclusão que temos alguns nossos pendentes, bem maiores do que os que escutamos e aí torna-se difícil a escuta porque o nosso lado mais egoista vem em nossa defesa numa tentativa de sobrevalorizar apenas o que é nosso. Quando isso acontece, temos que escutar aquela pessoa, o mais aproximado à forma como Jesus nos ouve. Quantas vezes, não estaremos nós pedindo coisas sem importância mas que à luz da nossa perspectiva é prioritário? Se Jesus agisse medindo os problemas de cada um ao centímetro, quantas vezes ficaríamos sem resposta? Quantas vezes não levantamos a nossa voz para fazer pedidos tão banais, porque não dizer fúteis, que se nos dermos ao trabalho de compará-los com outros, coramos de vergonha. No entanto, nós erguemos os braços para pedir, mas Jesus, sabe ler o nosso coração e porque é bom e misericordioso, atende-nos.
É esta a atitude que eu quero ter para quem precisa dos meus ouvidos.
Como ser humano, sou fraca e nem sempre o consigo fazer como deveria... mas por vezes escuto, escuto…e quando chego à minha casa, muito embora tenha escutado problemas menores que os meus, sinto-me tão feliz que minimizo o que me preocupa. E louvo a Jesus por ter sido os seus ouvidos, a mão que se estendeu, o abraço que reconforta. Nem sempre é preciso falar, mas temos que aprender cada vez mais a “escutar”.

Dulce

Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.
Romanos15,7

segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

O NOSSO CAMINHAR

Da entreajuda e oração
se faz o nosso caminhar

Abrimos oficialmente a época das caminhadas com vista à nossa preparação física, que tem como objectivo calcorrear a pé os 270 km que nos separam de Fátima.
Começámos há cinco anos, onde movidas pela fé e pela mão de Maria, partimos oito pessoas. Hoje somos dezasseis. Iremos percorrer os 70km que nos separam de Alcácer em três etapas e no dia 5 de Maio, juntamo-nos ao grupo de peregrinos dessa mesma terra, para nos inserirmos mais uma vez no seu grupo e seguirmos todos juntos.(ao que consta seremos perto de 90 pessoas)
Ontem calçámos os ténis e fizémo-nos ao caminho cheias de alegria...ai que saudades de caminharmos assim...
Muito embora a preocupação pelas que vão de novo seja uma constante, depressa nos deixámos levar pelo entusiasmo, pela fé e pela alegria que Deus põe no nosso coração. E embora tivéssemos feito dezoito quilómetros, ninguém sentiu o peso das pernas porque o coração estava leve.
Sempre que chega esta altura há um sentimento de renovação no ar, é o acolhimento a quem chega ao grupo pela 1ª vez, são as saudades dos momentos bonitos de comunhão connosco e com Maria e lá mais para a frente assalta-nos a ansiedade normal que aparece do desejo de ver e abraçar, todos aqueles a quem nos vamos juntar a Alcácer.
Ao longo destes anos formaram-se amizades puras e verdadeiras, cimentadas por momentos fortes e especiais onde reinou a entreajuda, união, oração...e todos esses momentos ficam colados a nós como uma segunda pele. Deixamos de olhá-los apenas como amigos e passamos a vê-los como irmãos, onde apesar de cada um ter as suas motivações, temos em comum o amor e a dedicacação à nossa Mãe do Céu.
A Mãe que nunca nos abandona ao longo do ano, a Mãe que está sempre presente para nos socorrer e interceder por nós nos momentos de aflição, a Mãe que nos embala e nos aconchega e nos faz sentir crianças no Seu colo, a Mãe que nos proteje e nos prepara o caminho, para que se torne possível concretizar esta jornada feita de pedidos e graças e que atinge a sua plenitude à chegada quando A olhamos de frente e dizemos: " Mãe aqui estou!"
Por tudo isto e não só, nós peregrinamos!

Dulce
        



                                                                                                                          
(A todos os que connosco já peregrinaram  e  todos os que irão peregrinar, sintam um saudoso abraço em Cristo e Maria das "meninas de Sines")


sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

DA MINHA JANELA


Faz parte do meu ritual diário iniciar o dia espreitando o mar pela janela, hoje não foi excepção.
Encostei os braços no parapeito e fiquei ali…escutando as aves, sentindo a leve e fresca brisa matinal e olhando um mar sereno lá ao fundo onde navegava vagarosamente um pequeno barco.
Saboreei o nascer dum novo dia e pela primeira vez nestes últimos dias, dei graças a Deus pelo dom da vida. Foi como se, de certa forma me tivesse reconciliado com o mundo.
Depois de tanta tragédia senti que bloqueei e nenhum dos meus esboços para qualquer texto chegou ao fim.
Fiz várias tentativas, rabisquei nas teclas textos entre alegrias e contratempos, só que nada do que escrevi parecia fazer sentido, perante tanto sofrimento que invade diariamente a minha/nossas casas através dos noticiários.
Falar de quê? Dos meus problemas? De “coisinhas” minúsculas que tomam uma dimensão exacerbada pela importância que lhes dou, fazendo-me sentir mesquinha e insensível?
Falar das minhas alegrias? Como posso eu, habitando a mesma terra daqueles que tanto sofrem, conseguir falar das minhas vitórias e momentos de felicidade? O meu coração quase mirra de culpa por o fazer.
Sem sentir de forma alguma qualquer espécie de revolta para com Deus Pai, senti no entanto que precisava dum tempo para digerir tudo o que de tão grave aconteceu e permanece. Mas depois, olho o ser humano pelo lado de que mais gosto: a sua capacidade de se dar, a solidariedade. Fico feliz! Dá-me alento ver o esforço para que de certa forma, se minimize o sofrimento daquele povo e ver que até à distância se gerou(como sempre) uma onda de entreajuda que cresce à medida de cada um. 
Obrigado Senhor, por nos teres feito assim, cheios de defeitos, cometendo erros a cada segundo, mas com muito amor no coração, amor esse que nos empurra a abraçar grandes causas.
Obrigado Senhor, pela moleza que nos flexibiliza e nos impulsiona a estender a mão.
Obrigado Senhor, por me teres incluído nesta corrente de oração, ignorando o facto de me sentires quase vazia de tanta perplexidade, perante a gigantesca dimensão da tragédia. (entendeste-me, como sempre, melhor do que eu…)
Obrigado Senhor, por teres transformado a minha quase indignação, numa vontade enorme de rezar pelos tantos que partiram e pelos tantos outros irmãos que lutam diariamente pela sobrevivência.
Obrigado Senhor, pelas pessoas que pões no meu caminho e que com tanto tem contribuído para que eu cresça na Tua palavra e no Teu amor.
Obrigado Senhor, porque finalmente consegui pôr em palavras o que me vai no coração.

Dulce

(Continua a corrente de oração pelo povo do Haiti.
Que não cessem nossas bocas de orar e nossas mãos não se cansem de louvar)



domingo, 17 de Janeiro de 2010

EM ORAÇÃO

Unidos em oração


Porque há um povo que sofre

Este blog junta-se a uma corrente de oração com outros blogs amigos.
Assim,  de hoje em diante pelas 18 horas vamos todos fazer cinco minutos de "Silêncio"
Junte-se a nós. Você meu amigo que passa, faça cinco minutos de silêncio em oração.


Jesus disse:
"Quando dois ou três estiverem reunidos em Meu Nome, Eu estarei no meio de vós!"

Confiante nas promessas feitas por Jesus à irmã Faustina, apelemos à Sua Misericórdia.

Terço da misericórdia


"No começo: o Pai Nosso, Ave Maria e o Creio.

Pai Nosso.

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como é no céu. O pão nosso de cada dia, nos dai hoje, perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, Amém.

Ave-Maria.

Ave-Maria cheia de graças, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus e nossa Mãe, rogai por nós os pecadores, agora e na hora de nossa morte, amém.

Creio.

Creio em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador do Céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, JESUS CRISTO, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E se encarnou pelo ESPÍRITO SANTO, no seio da Virgem MARIA e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do PAI. De novo há de vir em Sua Glória, para julgar os vivos e os mortos; e o Seu Reino não terá fim. Creio no ESPÍRITO SANTO, Senhor que dá a vida, e procede do PAI. Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ELE que falou pelos profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir. Amém.

A seguir, nas contas grandes (do Pai-Nosso), rezamos:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas pequenas (da Ave-Maria), rezamos

Pela Sua dolorosa Paixão; tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

E no final do terço rezamos três vezes:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

Que Deus derrame a Sua infinita miserícórdia sobre aquele sofrido povo.



quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

NOSTÁLGIA



Há em mim algo de estranho
quando os meus olhos fitam o mar.
Paz, descanso, amor tamanho
faz minh`alma divagar.


Majestosa, altiva presença
que me intimida e fascina.
Arrepiada, escutei lendas e crenças
narradas p`los velhos em surdina.


Recuo à infância...eu, meninice
presa a meu pai pela mão.
À adolecência...descoberta, tolice
ao primeiro amor... única paixão.


Cresci olhando o horizonte
dum mar que fala a duas vozes
a sul, dócil, sussura sereno
a norte, rugem as ondas ferozes.


Nele mergulhei os meus medos
angústias, lágrimas, agonias
decepções, raivas, segredos
ou simplesmente, as alegrias.


Mar, gaivota, macio/veludo
mar indomável, invernia/revolto.
Eu, sorriso/lágrima...e contudo
ao mesmo mar, eu sempre volto!

Dulce

(efeitos destes tempos de maresia:)

terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

MIMOS

UM MIMO DA AMIGA GISELE


Que bom é ter amigos!
A Gisele do blog nova civilização ofereceu-me este selinho que me deixou muito contente.
 As regras são as seguintes:

1º- Copiar o selo para o blog.

2º- Deixar um comentário no blog que to ofereceu.

3º- mostrar o link do blog da amiga que to deu.

4º- Indicar para 5 Blogs que você acha que compartilha tudo com todos.

5º- Deixar um mensagem sobre o que é compartilhar.

Passo o testemunho:

Agora a descrição sobre compartilhar? Lá vai.
Pois, eu compartilho neste meu cantinho o que sou e faço, porque creio ser essa a vontade de Jesus. Se dúvidas eu tivesse, ficaria sem elas ao contabilizar tudo o que "Ele" já me deu através de vocês.

Obrigado meu amigos.
Só por Ti Jesus...eu caminho!



domingo, 10 de Janeiro de 2010

DESAFIO

Eu avisei a Teresinha.
A Himé, antevendo as vossas opiniões sobre a sua beleza, faz uma pose e mostra a língua.



Entrando no desafio feito pela amiga Gisele do blog Nova Civilização, cá estou para revelar 5 manias minhas...
bem, escolher cinco é que foi difícil porque tenho tantas...
Mas primeiro as regras: confessar as manias e escolher cinco outras amigas/os. Avisá-los e dar-lhes a conhecer as regras. Os eleitos terão que proceder da mesma forma que eu, para não quebrar o andamento da brincadeira.

Agora as minhas manias:

A primeira coisa que faço quando me levanto é agarrar o telemóvel e não mais o largar todo o dia, não vá a filha telefonar...(coisas de mãe galinha).

 A segunda escrever sobre quase tudo o que me acontece ou observo, vou até confidenciar que satirizo de forma leve, coisas sérias da minha vida. Essa faceta reparto com os que melhor me conhecem, para se rirem às minhas custas, pronto!

A terceira, dizer "pronto" muitas vezes, é uma mania que estou tentando perder.

A quarta, tomar o pequeno almoço a ler, nem que seja a caixa dos cereais.

A quinta, pois lá vai a ementa do meu jantar: dois copos de leite e um BOLO...quando não tenho, grrr...fico de mau-humor e vou às bolachinhas como a Teresinha.

Já está? Faltaram tantas...canto todo o dia (quando não choro), gosto de dar abraços grandes, tenho a mania de agarrar todos os bocadinhos para vos espreitar...e PRONTO! Chega, porque já me excedi...outra mania, quando começo a falar...pronto, pronto, já estou calada.

As cinco amigas: Céu, Zézinha, Ana e amigas, Ivone, Cila, Cacilda

E já está!

sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

DÁDIVAS DE LUZ DIVINA





Palavras que chegam sem contexto
raios de luz vindos do céu.
Lufadas de um ar puro e fresco
colhidas, como dádivas de Deus.

Calor que amorna as madrugadas
brisa suave em noites sombrias.
Rios de cor, tintas derramadas
que enchem de vida páginas vazias.

Chave universal abrindo prisões
serrando as grades da alma que chora
realidade/certeza, sonhos/convicções
que solta a verdade e o resto ignora.

Esperança ténue que chega num sopro
arrefece o desalento em horas de dor
corrente contrária ao mundo tão louco
guarida/ descanso aos pés do Criador.

Asas disformes que no entanto
voando sem rédeas e em desalinho
tomam forma...calando o pranto.

Retalhos de tudo o que o dia apaga.
Se não tatuado em pergaminho
resta esperar que a noite traga...


Dulce



segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

AGRI-DOCE



Aparto-me de mim para me olhar
assim como se eu não fosse
imparcial a me julgar
vejo-me um ser agri-doce.

Dos sonhos capto a essência
da fé, a força que me move
da teimosia, a resistência
da escrita, a paixão que me absorve.

Às vezes acho que sou tanto
outras sinto que nada dou
por muito que lute, nada suplanto
e quase não gosto do que sou.

Por vezes pinto a vida
de tons neutros e cinzentos
outras, pincelo de cores garridas
até os dias mais pardacentos.

Oscilo qual folha ao sabor
de vendavais e ventos cruzados.
Gelo/quente, alegria/dor
ecos de silêncios mudos/escutados.

Cheia de nada ou preenchida
ora triste, ora feliz
caminho sem me render.

Em cada chegada ou partida
sou principiante, mera aprendiz
da vida que tenho para viver.

Dulce




sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

DIZER SIM À PAZ

PAZ!



Palavra suave e solene.
Oprime e exalta.
Descendo do reino invisível dos céus.
Tem força profética:
«Paz aos homens que o Senhor ama».
A paz tem de existir!
A paz é possível!
Não é puramente um sonho ideal,
não é uma utopia inalcançável.
É e deve ser uma realidade.
Realidade mutável, que se deve recriar
em cada época da civilização.
A paz não é espera nem descanso.
É um equilibrio que se mantém em movimento
e que desenvolve constantes energias
de espírito e de acção.
É uma força inteligente e viva.
Dizer sim à paz é dizer sim a Deus.

PAULO VI

terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO

Recadoseglitters.com


Neste ano que finda, vou enterrar com o ano velho tudo o que me chateou ou entristeceu, vou pisar o ano novo com os meus pés renovados da caminhada. Aquela que fiz com os que amo: familiares e amigos e até aqueles que se cruzaram numa presença fugaz, mas que pela intensidade dos momentos me marcaram.
Quero seguir com os mesmos (sem perder nenhum) e se possível, acrescentar muitos mais.
Para todos os que pisaram a mesma estrada, deixo votos de um ano recheado de amor, esperança e renovação.
Ah...e façam o favor de se lembrarem que eu estou aqui, seguindo pé-ante-pé!

Dulce Gomes
Não, não pare.
Iniciar o bem é uma graça de Deus.
Seguir pelo bom caminho e não perder o ritmo...
é a graça das graças.
Não desfalecer, quando fraquejamos e,
quando já não podemos mais, mesmo frágeis e pequeninos.
Há que avançar até ao fim.

Hélder Câmara 






quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

ÚLTIMO DIA DO ADVENTO

...E a estrela que tinham visto no oriente ia adiante deles, até que parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao verem de novo a estrela, os Magos ficaram radiantes de alegria.
Mateus2,9-10




Aqui estamos meu Menino!
Igual estrela do oriente, o Espírito Santo guiou-nos ao longo deste Advento e tal como os Reis magos caminhámos para e até Ti. Trazemos na bagagem os silêncios que quebrámos, estimulados pela perseverança de chegar ao fim com menos imperfeições, para sermos dignos de Te acolher.



Para isso, abrimos os nossos corações, despimos as nossas capas, olhámos fundo dentro de nós em busca do que é a verdade, a nossa verdade e pedimos-Te perdão de coração nas mãos. Sinto que a todos escutastes um por um, incentivando-nos à reflexão e a pisar os degraus da humildade, solidariedade, da amizade e do amor...



Cobertos de esperança, abençoaste-nos com a graça da "busca" e nossas mãos tornaram-se peregrinas do Teu livro sábio. Obedecendo à Tua vontade, transformámos cada espaço numa capela , onde partilhámos o Teu pão feito palavra. Dia-a-dia a cumplicidade cresceu, surgiram os desabafos e aos poucos pintaste de cor as nossas sombras cinzentas, renovando nossas almas, enchendo-nos de paz e alegria.



Sim meu Menino, foi constante a Tua Santa presença entre nós, envoltos nela ousámos sonhar, procurámos rotas diferentes, atravessámos o oceano, onde mais um elo se encaixou a esta corrente do bem.
Unidos e de mãos dadas edificámos a nossa “casa”, assentámo-la em alicerces de rocha firme e recheámo-la da sabedoria "feita partilha" de quem nela quis entrar.
A nossa rocha? Foste, és e serás sempre Tu meu Senhor... 



Eis-nos aqui!
Para te oferecer o compromisso de continuarmos a anunciar-Te. 



Que o Teu nascimento seja o renascer do amor de Deus em nossos corações.


Hoje é dia de alegria, demos graças.


Aclamai o Senhor por toda a terra.
Servi o Senhor com alegria.
Vinde, entrai com alegria na Sua presença.
Sabei que o Senhor é Deus:
Ele nos fez e a Ele pertencemos.
Somos o Seu povo e as ovelhas do Seu rebanho.
Entrai cantando sobre os Seus pórticos,
vinde aos Seus átrios com cânticos;
glorificai e bendizei o Seu nome,
porque o Senhor é bom,
a sua misericórdia é eterna
e a Sua fidelidade estende-se
de geração em geração.
Salmo 99


Fecho este Advento com uma mistura de sentimentos que não consigo transpôr na escrita.
Atam-me a todos vós, laços de profunda amizade e a derradeira gratidão para com Deus, por fazer com que fizesse parte desta cruzada.
Convosco me renovei, emendei, aprendi e cresci numa caminhada inédita na minha vida. Caminho esse que sigo agora cheio de alegria, com a chegada do nosso Salvador.
Ressalvei o link do amigo Joaquim como forma de lhe agradecer e através dele estender a gratidão a todos os amigos que contribuiram com a sua presença e nos ajudaram a preparar a chegada do nosso Deus-Menino. Mas também, porque todas as postagens no seu espaço, são verdadeiras lições de vida e convites preciosos à reflexão e ao silêncio com Deus. 



Para sempre guardarei este advento num cantinho especial no meu coração.
Dulce


SANTO NATAL