"Somos anjos duma asa só e só podemos voar quando nos abraçamos uns aos outros."

Pensamento de Fernando Pessoa deixado para todos os que estão na lista abaixo e àqueles que passam sem deixar rasto. Seguimos juntos!

OS AMIGOS

sábado, 1 de novembro de 2014

NA RODA DA VIDA



Na roda da vida tudo se agita e se altera à mercê dum tempo que não nos dá tempo.
Tudo está em permanente metamorfose, nós incluídos.
Mudamos os gostos, os objectivos, as prioridades; mudamos os gestos, digerimos os restos; calamos mágoas, soltamos afectos – e num todo – somos umas vezes rio cristalino e outras, um mar de lodo.
A paisagem muda, as pessoas também e a vida obriga-nos a saber estar com todos e sem ninguém…
A solidão…
 Pode ser um poço escuro, um muro, um rio sem ponte; pode ser um céu acabrunhado onde não se riscou o horizonte…
Solidão presente num aglomerado de gente, que apressada, fitando o vazio enxerga pouco mais de nada…
Solidão que existe nos diálogos inexistentes ou sem sentido, no rasgo dorido das palavras corrosivas, em que o tempo nem nos dá tempo para lamber as feridas…
Na verdade somos gente. Gente sem tempo. Embora tão ou mais inconstantes que o vento.
E apesar de racionais gastamos tanto do nosso precioso tempo agindo como animais…
Mas a solidão também é um motor de busca, um ponto de encontro, de escuta e comunhão, onde a Luz se faz presença, chama ardente, que de tão intensa incendeia e dissipa a penumbra que nos dilacera o coração.
E eu, neste tempo que roubei ao tempo que não me sobra, escrevo para me sentir viva por dentro e ao mesmo tempo confirmar que continuo sendo Teu projecto e obra.
Obra imperfeita, inacabada, que se suspende na espera do toque que, sabe, virá das mãos do Mestre.

A folha em branco é a solidão que procuro porque sei que me esperas de mãos vazias."

Obrigada meu Senhor e meu Tudo!

Dulce Gomes

terça-feira, 23 de setembro de 2014

NÃO FECHEIS OS VOSSOS CORAÇÕES


"Se hoje escutardes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações."


Que o nosso coração não se endureça para escutar, nem a nossa boca se canse de O anunciar...

Dulce Gomes

domingo, 27 de julho de 2014

SOBRE O MEU LIVRINHO "SOB UM TECTO DE DOCE LUZ"




Tudo começou com esta frase:
"Só por Ti Jesus..."
As reticências representam a "obra" imperfeita e inacabada que sou, mas que entrego para que Ele me lapide. 
O limite? Está nas Suas mãos!
Por Ele e com Ele, tudo acontece...

Meus amigos.
Quase a fazer um ano sobre o lançamento do meu livrinho "Sob um tecto de doce Luz" é tempo de fazer balanço e de partilhar convosco o seguinte:

Lembram-se do objectivo principal deste livro?
Em 1º lugar:
Tinha e tem como meta espalhar uma mensagem através de tudo o que Jesus me deu e dá.

Em 2º lugar:
Entregar exemplares a associações ou instituições para que o lucro revertesse a favor das mesmas. Foi conseguida!

Em 3º lugar: 
Todo o lucro dos livros por mim vendidos seria canalizado para uma causa.

Pois bem, graças a todos vocês que o adquiriram e/ou deram a conhecer através da internet (com partilhas) e do vosso parecer, testemunhando sobre ele, a venda fez-se a bom ritmo. 
Posso dizer-vos que enviei exemplares para todo o País (e não só) e restam-me poucos para venda.
E a parte melhor concretizou-se!
O lucro dos livros (por mim vendidos) já foi aplicado para adquirir um bem de primeira necessidade para alguém...
Perdoem-me o sigilo, mas por respeito não direi a quem. O que realmente importa é que, graças a Deus, mentor dos meus passos e de tudo o que sou, hoje sinto o meu coração abrasar de alegria e com aquela sensação de dever cumprido:)
Partilho para que todos os que tomaram conhecimento e fizeram parte deste projecto, saibam que o princípio/base do mesmo foi conseguido com a bênção e graça de Deus.

Alguém me disse há uns dias que temos que aprender a desprender-nos do que não nos faz falta.
Acho que já nasci solta do "acessório" porque o essencial são as pessoas e não as coisas.
Obrigada a todos os que contribuíram ou contribuem para que este desafio fosse possível.
Bem hajam!

Mais adianto que ninguém que mostrou interesse em lê-lo, ficou sem o fazer por não ter disponibilidade financeira para o adquirir.

"Recebeste de graça, dai de graça..."
Mateus 10, 8

(Este livro começou a esboçar-se com a abertura deste blog. Sentada neste degrau o Senhor usou do que misericordiosamente me quis dar. Através deste espaço, vocês, meus amigos, entraram na minha vida e passaram a fazer parte deste projecto.
Obrigada e bem hajam!)

Dulce Gomes

sexta-feira, 25 de julho de 2014

FIO-DE-PRUMO




Às vezes tenho que descer para voltar a subir.
Descer ao fundo dos meus erros. Descer ao abismo dos meus medos. Descer às questões pertinentes que (inconscientemente) finjo não existir.
Descer e aterrar na minha impotência perante tudo e todos.
Descer…descer…

Com medo ou sem ele a descida leva-me por trilhos desérticos, a uma sensação de vazio, de solidão, em que até deixa de fazer sentido o sentido que dou à vida.

De repente, a balança que me “pesa” – enquanto gente – fica descompensada e a aspereza do mundo leva-me a repensar o “produto” em que me tornei, e, em que nos tornámos, nós, humanos.

Todos usamos trancas de protecção para podermos permanecer alicerçados nos pilares que construímos e que julgamos ser a base certa para a nossa progressão, mas as coisas do mundo são constantes ameaças à nossa estrutura levando-nos a pontos contraditórios de pensamentos.
A dureza que me é imposta através do que absorvo (uma realidade que não mente) repassa-me até ao tutano.

Nesses momentos a minha fragilidade perante as situações levam-me a esta descida onde me detenho para me entender.

As perguntas tomam-me de assalto…

Qual a minha contribuição para atenuar ou erradicar o que constato, ser errado?

Que uso tenho feito do que tenho e sou? Serei exemplo, darei um bom testemunho? Partilharei o suficiente? Calo quando devo? Silencio quando as palavras me sobram?

Questões que me povoam nesta descida de busca em que tudo se torna inconclusivo.

Certeza, só mesmo esta necessidade de descer levando comigo o “fio-de-prumo”: Deus!


Dulce Gomes

domingo, 13 de julho de 2014

BOAS SEMENTES



O nosso interior é um espaço que nos habita e do qual não temos plena consciência do seu conteúdo ou capacidade de interagir com os diversos combates da vida.
Este habitáculo mantém uma vasta reserva de respostas, das quais nos podemos socorrer se soubermos ler com exactidão nas entrelinhas, mas acima de tudo se escolhermos o lado certo: o do bem.
A escolha do bem será a mais fácil? Penso que não!
É muito mais fácil despejar o veneno das palavras em cima das palavras que nos envenenam e sacar de dentro de nós atitudes que se sobreponham às que nos magoam.
Porém esta expressão vingativa dá-nos uma satisfação momentânea. De seguida virão mais e mais golpes que nos ferem e entramos numa espiral de mal que dificilmente sairemos se não virarmos a nossa estratégia.
É muito mais difícil o silêncio perante o que nos dói, ou a aparente inércia perante o que nos mói, mas…ao contrário da alegria da vingança que é fugaz e destrói, o silêncio (tantas vezes confundido com falta de coragem) constrói.
Porque Deus dá-nos o livre arbítrio. Coragem é escolher o que nos ajuda a “ser” e não a ter picos de alegria oriundos de más decisões.
Só aprofundando as nossas raízes em boa terra, daremos boas sementes e bons frutos.

Dulce Gomes

sexta-feira, 20 de junho de 2014

SUSPENSA


Tranco-me nas palavras
Que me encerram para o mundo
E agito a minha alma para Te encontrar…
Sei que lá moras
E só demoras
Porque não faço silêncio para Te escutar…
Fico suspensa
Vagueando no que me dispersa
Esbarrando nas muralhas que invento.
E nesta fome de Te sentir
Esqueço que só preciso de deixar fluir
Todo o Amor que me tens
E do qual me sustento.

Dulce Gomes

segunda-feira, 19 de maio de 2014

DIVAGANDO...



A vida é a nossa melhor escola.
É nela e com ela que nos lapidamos com vista a nos sentirmos pedras integrantes duma sociedade constituída por seres viventes que partilham o mesmo espaço.
Mas o ser mais complexo é sem dúvida o ser humano. Coabitarmos é um exercício que requer de nós uma vontade e adaptação permanente, nem sempre pacífica e muitas vezes é até dolorosa porque com os nossos espinhos aguçados ferimo-nos uns aos outros.
Ninguém está isento de falhas e o que não falta no nosso caminho são "cascas de banana" que nos fazem derrapar e voltar a cair quando nos julgamos (erradamente) com os pés bem firmes.
A diferença sentida nestes "choques" está na forma deliberada ou não dos nossos actos.
Por vezes somos magoados ou magoamos sem intenção de o fazer. Nesses casos é tão fácil revolver com a humildade dum simples pedido de desculpa.
Mas infelizmente os seres humanos são peritos em estratégias e esquemas com o propósito de atingir um fim e pelo meio fazer validar as suas apetências, ou não, de forma a sobressaírem dos demais.

Uma certeza:
"A nossa luz só se reflecte, de nós para nós e de nós para os outros, se limparmos o nosso interior das sombras do orgulho, da vaidade, mas principalmente da maldade"

Grata a Deus por ter bons amigos

Dulce Gomes

HÁ UM MAR...


Há um mar navegando em mim
Que me rasga o medo de partir
(E com ondas de amor, me tocas Senhor
Contigo não temo seguir) Bis

Refrão:
O meu barco não anda sem Ti
Eu sem Ti sou barco sem mar
Ancorado na areia da praia
Sem rumo para navegar
Sopra as minhas velas, Senhor
Cansadas de tanto esperar
O toque do vento que insiste
Em não as querer manobrar

Há um mar navegando em mim
Que me toca com ondas de luz
(Deixo as vestes gastas na praia, Senhor
Não temo seguir-te Jesus) Bis

Refrão:
O meu barco não anda sem Ti
Eu sem Ti sou barco sem mar
Ancorado na areia da praia
Sem rumo para navegar
Sopra as minhas velas, Senhor
Cansadas de tanto esperar
O toque do vento que insiste
Em não as querer manobrar

Repete:
O meu barco não anda sem Ti, Senhor
Eu sem Ti sou barco sem mar
Ancorado na areia da praia
Sem rumo para navegar…
Sem rumo para navegar…
Mas contigo encontrei outro mar…



Letra e música desta humilde serva de Deus...
Grata Senhor!
Dulce Gomes




domingo, 18 de maio de 2014

ESTAR SIMPLESMENTE...


Como é bom estar...
Estar simplesmente 
Como se do mundo não fizesse parte
E ir ficando sem dar pelo tempo
Fazendo do silêncio um baluarte

Neste "Estar como se não estivesse"
Vou ficando como quem vai
Renasço como se morresse
Enquanto o silêncio cai...

Dulce Gomes

sexta-feira, 18 de abril de 2014

NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA DE JESUS



Em silêncio e durante nove dias iremos pedir a Jesus, a Sua Misericórdia Divina. Cada dia, uma intenção conforme foi de Sua vontade, manifestada através da Irmã Faustina. 
Degrau a degrau, caminharemos até ao Domingo da Misericórdia, dia em que acaba esta novena, fazendo assim junto com o Seu Sagrado Coração e a Santa Faustina, a Festa da Misericórdia.
Diáriamente, para além da oração, irei aprofundar um pouco mais, sobre o que foi a mensagem de Jesus à Santa Faustina.
Era uma religiosa polonesa da Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, que tinha uma confiança ilimitada em Deus. Jesus Cristo confiou-lhe uma grande missão, escolheu-a para que nos fosse dada a conhecer a Sua misericórdia.


Nesta página pode seguir todos os dias e rezar:



Uma Santa Páscoa para todos
Dulce Gomes

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

COM "A" GRANDE




Não existe uma fórmula transversal para o sucesso duma relação, tampouco uma varinha que ao toque de palavras mágicas derrube os muros que – por vezes – se levantam entre duas pessoas. Existem sim as atitudes que derivam do carácter de cada um, que irão construindo ou destruindo uma relação conforme a essência das mesmas.
Muitos anos passaram e por entre “muros” e borrascas vindas de várias direcções, duma coisa tenho a certeza, se tivesse 16 anos faria tudo igual e escolheria a mesma pessoa para partilhar a minha vida num todo.
Isto só é possível porque o que nos une é muito mais forte do que o que nos separa e a isso se chama amor.
Mas…há sempre um “mas”…
Tem que ser um amor com um “A” tão grande que caiba dentro dele o RESPEITO, a CORAGEM de se moldar ao outro, a AMIZADE, a VONTADE de ser e fazer feliz. Mas para que se ponha em marcha toda esta engrenagem é preciso que haja CONFIANÇA em quem escolhemos para partilhar a nossa vida.
E aí cresce a cumplicidade que se movimenta como um escudo capaz de aparar todos os golpes.
É fácil? Não. Mas com uma dose sem medida de amor com o tal “A” garanto que é possível.

Não sei como vai ser o nosso dia, mas tenho a certeza que mesmo em silêncio, vamos partilhar e descodificar sentimentos que conhecemos de cor

Para o meu marido com um "A"

Um feliz dia de namorado para todos

Dulce Gomes

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

NAUFRAGAR


Há dias em que o mar que me navega
Não passa duma efémera entrega à vida…
Num de repente, parto dum porto seguro
Para a crista duma onda que me deixa perdida.
Há um tudo em mim a naufragar…
E deixo-me ficar no vaivém das marés
Afundando na areia fria
Os meus pés calçados de tormenta.
Não tenho rasto, nem luz, nem sombra…
Apenas me reflicto
No espelho do meu silêncio
A cada dor que (dentro de mim) rebenta…

Dulce Gomes

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O TESOURO



UM TESOURO

Há gestos carregados de tanto significado que nem sei como os qualificar…
Regressei a casa (depois de mais uma tarde de voluntariado) com um “tesouro” dentro dum saco de plástico… 
Ela está na década dos oitenta e de há um tempo para cá sente-se atraiçoada pela doença que aos poucos lhe vai roubando o discernimento. Talvez daí, aproveitar um dos rasgos de luz que a vida ainda lhe proporciona para com serenidade se despojar do espólio que foi juntando ao longo da vida.
Escolheu-me para guardar estes pedacinhos de si, que imagino, tanto lhe custou a desprender. Bem sabemos o quanto são importantes as nossas coisas, ainda que para os outros sejam apenas quinquilharias sem valor.

Surpreendida com as suas palavras de amizade e confiança, acabámos num abraço emocionado enquanto agarrei nas asas do seu saquinho de plástico e não mais o larguei, dizendo conforme pude que iria guardar tudo com muita amizade.

Pelo caminho vinha imaginando o que estaria eu carregando…vinha também pedindo a Deus que eu soubesse merecer esta doação tão importante para ela, e que passou a ser importante para mim…
À chegada abri o saco e espalhei com curiosidade todo o seu conteúdo.
À frente dos meus olhos ficaram livros de cânticos; postais pessoais; pensamentos e orações; apontamentos; e muito mais coisas por descobrir.
Fiquei emocionada...
Sei que vou consultar muitas vezes esta “enciclopédia” de vida como uma lição a reter; Sei que não mais irei esquecer o seu gesto; sei que os nossos caminhos ficarão sempre ligados por Deus.
E no meu coração guardarei para sempre uma frase sua:
"Dulcinha um dia ainda nos encontramos lá e damos um abraço como este."
Querida Isabel obrigada pelas suas palavras de amizade e pelo seu gesto de coragem.
Sim, porque despojar-se do seu “tesouro” foi um acto de coragem.

Obrigada amiga


Dulce Gomes.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

CONTIGO SENHOR


Na intimidade da oração 
Encontro-Te por entre pedidos e louvores; Lágrimas, e sorrisos.
São momentos em que me esvazio do que sou e me entrego nas Tuas mãos… e Tu, meu Senhor enches-me de Ti. Então cesso as palavras porque me dilatas o coração e a minha alma sai de mim para morar em Ti…

Contigo, o silêncio é tão profundo que não o consigo quebrar; a alegria é tanta que chega a doer; e neste encontro que não sei explicar, fica a certeza que moras em mim, mesmo sem Te merecer…

Dulce Gomes

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

FELIZ ANO NOVO



Amanhecer num novo ano é sempre uma nova aurora virada para a esperança, para a luz, para a vida.

Hoje é dia de olhar de soslaio para o ano que passou...
Mas sem me deter, porque o que realmente importa é a porta que se abre para tudo o que está para fazer...
E são tantas as coisas que, agitando o meu interior me prendem à vida...
Coisas essas que me capacitam e incitam a ir, a estar, a tentar e a acreditar que posso conseguir...
Mas todas elas se penduram num só sentimento: o Amor!
Não aquele amor que se apregoa de forma banalizada e que se jura a troco de nada; não aquele amor das novelas que se consome num acto; não aquele amor, cuja chama, inflama mas não permanece...
Mas sim, aquele que se eterniza num momento e que perdura para a vida; Aquele, que por ser verdadeiro, se dá e se consome lentamente a cada dia, a cada ano e que um dia, quando chegar ao fim pode adormecer e dizer: "Dei-me por inteiro"

Desejo-vos um Ano Novo vivido "por inteiro"
Sejamos felizes nas pequenas coisas

Dulce Gomes.