"Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel”." Isaías 7, 14
Como é bom deixar entranhar esta frase e embalar na consistência da mesma.
Deus-connosco, presença infalível em todas as circunstâncias e momentos; em todos os poros e espaços do nosso corpo e alma; em toda a nossa essência material e espiritual.
Como é bom Senhor, saber-Te presente e mergulhar nessa derradeira verdade de que habitas dentro de nós desde sempre, ainda antes de nos capacitarmos da noção de quem És.
Mas como fazer para Te encontrar e sentir a Tua presença viva em nossas vidas?
Inverto esta Palavra de hoje: Deus-connosco. E nós estamos com Deus?
Não basta Deus estar connosco, nós temos que O receber como nosso Deus, acima de todas as coisas, superstições, ideais, desejos; acima de todos os sentimentos de raiva, ódios, frustrações; acima das nossas vontades.
Se dermos primazia à busca de Deus em nós, não tarda estaremos a ser nós para e com Deus. Porque Deus apercebe-se da nossa tomada de consciência e resgata a nossa disponibilidade de O descobrir, revelando-se através de nós e dos outros e vice-versa.
Imaginemos um leque fechado. Tem uma beleza prensada, escondida que só depois de o abrirmos fica totalmente visível aos nossos olhos.
Deus é como leque de beleza inigualável; habita desde sempre dentro de nós, porque foi Ele que nos doou o nosso bem mais precioso: a vida. Mas espera pacientemente o nosso despertar, dando-nos o livre arbítrio de escolha para o abrir.
Pode ser lento este processo, mas à medida que O descobrimos e progredimos na Sua Palavra, a beleza revela-se num desabrochar inovador para nós; inebria os nossos olhos, o nosso coração e apetece avançar mais e mais num caminhar incessante, na ânsia de o ver aberto em toda a Sua plenitude.
Esta conversão toma forma, conforme o nosso ser se transforma e molda à Sua vontade e é indiscritível a felicidade que Deus nos faz sentir a cada passo que damos em Sua direcção.