"Somos anjos duma asa só e só podemos voar quando nos abraçamos uns aos outros."

Pensamento de Fernando Pessoa deixado para todos os que estão na lista abaixo e àqueles que passam sem deixar rasto. Seguimos juntos!

OS AMIGOS

quinta-feira, 23 de abril de 2015

SENHOR, SÓ TU ÉS!



A perigosidade da auto-suficiência, recorrendo apenas ao nosso "eu", como alavanca da nossa força para vencer os desafios que a vida nos propõe, conduz-nos à descoberta de caminhos ilusórios de felicidade e vitória. Caminhos largos e embriagantes; confusos, que nos envolvem numa paz sem consistência. 
Neles, embarcamos no facilitismo das coisas do mundo, aparentemente tão acessíveis e absorventes, que inundam o ser dos seres num sentimento de posse e superioridade fictícia.

Neles, perdemos o rumo e a identidade enquanto filhos de Deus...

SENHOR, SÓ TU ÉS! 
Eu sou porque Tu és em mim.

"Sozinhos, fazemos. Com DEUS SERVIMOS.
Sozinhos, damos. Com DEUS DOAMOS.
Sozinhos, falamos. Com DEUS TESTEMUNHAMOS."

Dulce Gomes.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

SANTA PÁSCOA

Perante este gesto SENHOR
Fico em silêncio
pairando dentro de mim...
Reconhecendo todas as vezes
(que por orgulho ou comodismo)
não fui capaz de ser AMOR...

Dulce Gomes.

segunda-feira, 2 de março de 2015

TRAGO EM MIM



Trago em mim a bonança e a tempestade
O peso do silêncio, o eco dum grito
Um recuo que avança ao sabor da verdade
Uma verdade que sustenta este avançar circunscrito

Trago em mim a colheita dos tempos idos
Semente cravada na essência que sou
Terra árida, campos floridos
Chão que se faz céu na estrada por onde vou

Trago em mim a sede que alimento ter
A coragem ou ousadia de Te procurar
E entre a luta intensa do "ter" e do "ser"
Peço-Te que não desistas de me encontrar

E esta bagagem que me povoa
Esta chama ardente que não se consome
Escorre no meu peito mas não magoa
Porque És amor que me mata a sede e sacia a fome

Dulce Gomes


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

CONFIANÇA



Quem confia, a Deus, os seus passos, não teme os obstáculos que vai encontrar.
Olha em frente com a firmeza de quem sabe que a fé move montanhas e aplaina caminhos; com a consciência de que terá de pisar muito chão irregular e que esse mesmo chão pode tornar-se um deserto ou um amontoado de pedras, à partida intransponíveis.
Nos momentos de provação, a nossa fraqueza cega-nos o coração deixando-o ao abandono do sofrimento que elas nos causam, mas mais tarde iremos concluir que não foi uma travessia solitária, Ele esteve sempre lá.
É bom olhar o caminho desbravado, mas não o façamos com um estado de alma virada apenas para, a pena, de nós próprios. Façamo-lo no silêncio com Deus. Deixando que Ele nos situe com exactidão onde foi que nos abraçou e pegou ao colo; onde nos mimou e fez sorrir; onde nos inundou com amor e nos pôs uma alegria tão grande na alma que não couberam nas palavras ditas ou escritas.
Trazer o passado para o presente pode ser um exercício demasiado penoso se nos detivermos mais tempo abrindo as cicatrizes mal curadas (das perdas, dos desamores, do infortúnio) do que mergulharmos nos pedacinhos de céu-aberto que caíram como pérolas.
Se o caminho fosse sempre plano, nunca descobriríamos a nossa força interior. E a trajectória da nossa força faz-se de dentro para fora porque é lá que Ele habita e se manifesta.

"Sejamos gratos pelo passado, presentes no presente e convictos de que o futuro são reticências que vamos empurrando para a frente à medida que escrevemos o agora."

Dulce Gomes

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

HÁ UM MAR

O ano de 2014 acabou assim num concerto de Natal na Igreja de Melides.
O Senhor é bom e faz acontecer o impensável. Porque...
"Tudo posso Naquele que me fortalece"
Filipenses 4:13



Letra e música deste ser imperfeito de quem o Senhor não desiste...
Arranjos musicais e interpretação do grupo de Cantares "Falta Um"

Um Ano cheio das bençâos de Deus

Dulce Gomes

sábado, 1 de novembro de 2014

NA RODA DA VIDA



Na roda da vida tudo se agita e se altera à mercê dum tempo que não nos dá tempo.
Tudo está em permanente metamorfose, nós incluídos.
Mudamos os gostos, os objectivos, as prioridades; mudamos os gestos, digerimos os restos; calamos mágoas, soltamos afectos – e num todo – somos umas vezes rio cristalino e outras, um mar de lodo.
A paisagem muda, as pessoas também e a vida obriga-nos a saber estar com todos e sem ninguém…
A solidão…
 Pode ser um poço escuro, um muro, um rio sem ponte; pode ser um céu acabrunhado onde não se riscou o horizonte…
Solidão presente num aglomerado de gente, que apressada, fitando o vazio enxerga pouco mais de nada…
Solidão que existe nos diálogos inexistentes ou sem sentido, no rasgo dorido das palavras corrosivas, em que o tempo nem nos dá tempo para lamber as feridas…
Na verdade somos gente. Gente sem tempo. Embora tão ou mais inconstantes que o vento.
E apesar de racionais gastamos tanto do nosso precioso tempo agindo como animais…
Mas a solidão também é um motor de busca, um ponto de encontro, de escuta e comunhão, onde a Luz se faz presença, chama ardente, que de tão intensa incendeia e dissipa a penumbra que nos dilacera o coração.
E eu, neste tempo que roubei ao tempo que não me sobra, escrevo para me sentir viva por dentro e ao mesmo tempo confirmar que continuo sendo Teu projecto e obra.
Obra imperfeita, inacabada, que se suspende na espera do toque que, sabe, virá das mãos do Mestre.

A folha em branco é a solidão que procuro porque sei que me esperas de mãos vazias."

Obrigada meu Senhor e meu Tudo!

Dulce Gomes

terça-feira, 23 de setembro de 2014

NÃO FECHEIS OS VOSSOS CORAÇÕES


"Se hoje escutardes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações."


Que o nosso coração não se endureça para escutar, nem a nossa boca se canse de O anunciar...

Dulce Gomes

domingo, 27 de julho de 2014

SOBRE O MEU LIVRINHO "SOB UM TECTO DE DOCE LUZ"




Tudo começou com esta frase:
"Só por Ti Jesus..."
As reticências representam a "obra" imperfeita e inacabada que sou, mas que entrego para que Ele me lapide. 
O limite? Está nas Suas mãos!
Por Ele e com Ele, tudo acontece...

Meus amigos.
Quase a fazer um ano sobre o lançamento do meu livrinho "Sob um tecto de doce Luz" é tempo de fazer balanço e de partilhar convosco o seguinte:

Lembram-se do objectivo principal deste livro?
Em 1º lugar:
Tinha e tem como meta espalhar uma mensagem através de tudo o que Jesus me deu e dá.

Em 2º lugar:
Entregar exemplares a associações ou instituições para que o lucro revertesse a favor das mesmas. Foi conseguida!

Em 3º lugar: 
Todo o lucro dos livros por mim vendidos seria canalizado para uma causa.

Pois bem, graças a todos vocês que o adquiriram e/ou deram a conhecer através da internet (com partilhas) e do vosso parecer, testemunhando sobre ele, a venda fez-se a bom ritmo. 
Posso dizer-vos que enviei exemplares para todo o País (e não só) e restam-me poucos para venda.
E a parte melhor concretizou-se!
O lucro dos livros (por mim vendidos) já foi aplicado para adquirir um bem de primeira necessidade para alguém...
Perdoem-me o sigilo, mas por respeito não direi a quem. O que realmente importa é que, graças a Deus, mentor dos meus passos e de tudo o que sou, hoje sinto o meu coração abrasar de alegria e com aquela sensação de dever cumprido:)
Partilho para que todos os que tomaram conhecimento e fizeram parte deste projecto, saibam que o princípio/base do mesmo foi conseguido com a bênção e graça de Deus.

Alguém me disse há uns dias que temos que aprender a desprender-nos do que não nos faz falta.
Acho que já nasci solta do "acessório" porque o essencial são as pessoas e não as coisas.
Obrigada a todos os que contribuíram ou contribuem para que este desafio fosse possível.
Bem hajam!

Mais adianto que ninguém que mostrou interesse em lê-lo, ficou sem o fazer por não ter disponibilidade financeira para o adquirir.

"Recebeste de graça, dai de graça..."
Mateus 10, 8

(Este livro começou a esboçar-se com a abertura deste blog. Sentada neste degrau o Senhor usou do que misericordiosamente me quis dar. Através deste espaço, vocês, meus amigos, entraram na minha vida e passaram a fazer parte deste projecto.
Obrigada e bem hajam!)

Dulce Gomes

sexta-feira, 25 de julho de 2014

FIO-DE-PRUMO




Às vezes tenho que descer para voltar a subir.
Descer ao fundo dos meus erros. Descer ao abismo dos meus medos. Descer às questões pertinentes que (inconscientemente) finjo não existir.
Descer e aterrar na minha impotência perante tudo e todos.
Descer…descer…

Com medo ou sem ele a descida leva-me por trilhos desérticos, a uma sensação de vazio, de solidão, em que até deixa de fazer sentido o sentido que dou à vida.

De repente, a balança que me “pesa” – enquanto gente – fica descompensada e a aspereza do mundo leva-me a repensar o “produto” em que me tornei, e, em que nos tornámos, nós, humanos.

Todos usamos trancas de protecção para podermos permanecer alicerçados nos pilares que construímos e que julgamos ser a base certa para a nossa progressão, mas as coisas do mundo são constantes ameaças à nossa estrutura levando-nos a pontos contraditórios de pensamentos.
A dureza que me é imposta através do que absorvo (uma realidade que não mente) repassa-me até ao tutano.

Nesses momentos a minha fragilidade perante as situações levam-me a esta descida onde me detenho para me entender.

As perguntas tomam-me de assalto…

Qual a minha contribuição para atenuar ou erradicar o que constato, ser errado?

Que uso tenho feito do que tenho e sou? Serei exemplo, darei um bom testemunho? Partilharei o suficiente? Calo quando devo? Silencio quando as palavras me sobram?

Questões que me povoam nesta descida de busca em que tudo se torna inconclusivo.

Certeza, só mesmo esta necessidade de descer levando comigo o “fio-de-prumo”: Deus!


Dulce Gomes

domingo, 13 de julho de 2014

BOAS SEMENTES



O nosso interior é um espaço que nos habita e do qual não temos plena consciência do seu conteúdo ou capacidade de interagir com os diversos combates da vida.
Este habitáculo mantém uma vasta reserva de respostas, das quais nos podemos socorrer se soubermos ler com exactidão nas entrelinhas, mas acima de tudo se escolhermos o lado certo: o do bem.
A escolha do bem será a mais fácil? Penso que não!
É muito mais fácil despejar o veneno das palavras em cima das palavras que nos envenenam e sacar de dentro de nós atitudes que se sobreponham às que nos magoam.
Porém esta expressão vingativa dá-nos uma satisfação momentânea. De seguida virão mais e mais golpes que nos ferem e entramos numa espiral de mal que dificilmente sairemos se não virarmos a nossa estratégia.
É muito mais difícil o silêncio perante o que nos dói, ou a aparente inércia perante o que nos mói, mas…ao contrário da alegria da vingança que é fugaz e destrói, o silêncio (tantas vezes confundido com falta de coragem) constrói.
Porque Deus dá-nos o livre arbítrio. Coragem é escolher o que nos ajuda a “ser” e não a ter picos de alegria oriundos de más decisões.
Só aprofundando as nossas raízes em boa terra, daremos boas sementes e bons frutos.

Dulce Gomes

sexta-feira, 20 de junho de 2014

SUSPENSA


Tranco-me nas palavras
Que me encerram para o mundo
E agito a minha alma para Te encontrar…
Sei que lá moras
E só demoras
Porque não faço silêncio para Te escutar…
Fico suspensa
Vagueando no que me dispersa
Esbarrando nas muralhas que invento.
E nesta fome de Te sentir
Esqueço que só preciso de deixar fluir
Todo o Amor que me tens
E do qual me sustento.

Dulce Gomes

segunda-feira, 19 de maio de 2014

DIVAGANDO...



A vida é a nossa melhor escola.
É nela e com ela que nos lapidamos com vista a nos sentirmos pedras integrantes duma sociedade constituída por seres viventes que partilham o mesmo espaço.
Mas o ser mais complexo é sem dúvida o ser humano. Coabitarmos é um exercício que requer de nós uma vontade e adaptação permanente, nem sempre pacífica e muitas vezes é até dolorosa porque com os nossos espinhos aguçados ferimo-nos uns aos outros.
Ninguém está isento de falhas e o que não falta no nosso caminho são "cascas de banana" que nos fazem derrapar e voltar a cair quando nos julgamos (erradamente) com os pés bem firmes.
A diferença sentida nestes "choques" está na forma deliberada ou não dos nossos actos.
Por vezes somos magoados ou magoamos sem intenção de o fazer. Nesses casos é tão fácil revolver com a humildade dum simples pedido de desculpa.
Mas infelizmente os seres humanos são peritos em estratégias e esquemas com o propósito de atingir um fim e pelo meio fazer validar as suas apetências, ou não, de forma a sobressaírem dos demais.

Uma certeza:
"A nossa luz só se reflecte, de nós para nós e de nós para os outros, se limparmos o nosso interior das sombras do orgulho, da vaidade, mas principalmente da maldade"

Grata a Deus por ter bons amigos

Dulce Gomes

HÁ UM MAR...


Há um mar navegando em mim
Que me rasga o medo de partir
(E com ondas de amor, me tocas Senhor
Contigo não temo seguir) Bis

Refrão:
O meu barco não anda sem Ti
Eu sem Ti sou barco sem mar
Ancorado na areia da praia
Sem rumo para navegar
Sopra as minhas velas, Senhor
Cansadas de tanto esperar
O toque do vento que insiste
Em não as querer manobrar

Há um mar navegando em mim
Que me toca com ondas de luz
(Deixo as vestes gastas na praia, Senhor
Não temo seguir-te Jesus) Bis

Refrão:
O meu barco não anda sem Ti
Eu sem Ti sou barco sem mar
Ancorado na areia da praia
Sem rumo para navegar
Sopra as minhas velas, Senhor
Cansadas de tanto esperar
O toque do vento que insiste
Em não as querer manobrar

Repete:
O meu barco não anda sem Ti, Senhor
Eu sem Ti sou barco sem mar
Ancorado na areia da praia
Sem rumo para navegar…
Sem rumo para navegar…
Mas contigo encontrei outro mar…



Letra e música desta humilde serva de Deus...
Grata Senhor!
Dulce Gomes




domingo, 18 de maio de 2014

ESTAR SIMPLESMENTE...


Como é bom estar...
Estar simplesmente 
Como se do mundo não fizesse parte
E ir ficando sem dar pelo tempo
Fazendo do silêncio um baluarte

Neste "Estar como se não estivesse"
Vou ficando como quem vai
Renasço como se morresse
Enquanto o silêncio cai...

Dulce Gomes